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Resenha: Uma Curva no Tempo, por Dani Atkins

sexta-feira, janeiro 29, 2016


Uma Curva no TempoA noite do acidente mudou tudo... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?






Rachel é uma jovem que vive com o pai desde que perdera a mãe, de quem nem se lembrava. Ela leva uma vida completamente normal, acompanhada de Matt, seu namorado dos sonhos, sua melhor amiga e confidente, Sarah, além Trevor, Phil, e Cathy, a mais nova integrante do grupo e a mais arrogante. Além, é claro, de seu melhor amigo Jimmy, um rapaz atencioso e por quem tem profundo afeto, em contar numa ligação muito forte.

Em uma noite de confraternização, alguns dias antes de irem para a universidade, Rachel e seus amigos sofrem um acidente. Durante um jantar, eles são surpreendidos por um carro desgovernado prestes a atravessar a vidraça do restaurante. Rachel escapa por pouco, graças à  Jimmy, que morreu para salvar sua vida.

Cinco anos depois, ela ainda não consegue conviver com a culpa pelo amigo de infância ter morrido
em seu lugar. Ela rompeu com Matt, mudou-se para Londres, vive em um muquifo, não seguiu a carreira de seus sonhos, vive com dores de cabeça lancinantes, seu pai está muito doente e, pra completar, ela carrega consigo uma cicatriz no rosto que a lembra todos os dias do maldito acidente.

Tudo muda em uma noite misteriosa em que Rachel retorna à pequena cidade em que tudo aconteceu. Algo estranho acontece e somos levados à uma versão alternativa da vida de Rachel, em que o acidente aconteceu, mas Jimmy não morreu. A partir daí, ela tem que se acostumar com uma vida em que ela é uma jornalista workaholic, seu pai não está doente, ela está noiva de Matt e o mais importante: Jimmy está vivo.

 “Quando é que um sonho se torna pesadelo? Sempre achei que fosse no momento em que o que é familiar de súbito se torna estranho e ameaçador; ou quando você se perde em algum lugar que pensou conhecer bem; ou ao ser invadido por um sentimento de impotência – quando sabe que está falando com clareza, mas ninguém parece ouvir. Mas meu verdadeiro pesadelo começou com o entendimento de que eu não ia acordar: que, de alguma forma, impossível e inacreditavelmente, aquilo estava mesmo acontecendo.”

Esse é um livro de tirar o fôlego! Em algumas resenhas que li, os leitores comentaram que a Rachel foi um tanto exagerada e egoísta quando se afastou de todos e isolou-se após a morte de Jimmy. Ao ler o livro, discordei completamente. Cada pessoa tem uma maneira de lidar com o luto (e vos falo como alguém que sofreu três perdas muito significativas em menos de 4 meses). É algo extremamente delicado e é muito fácil apontar a maneira do outro sofrer. Rachel ganhou minha simpatia e meu ombro pra chorar, logo nas primeiras páginas.

Quando somos guiados à segunda versão da vida dela, inicialmente, o sentimento é de confusão, mas tudo se encaixa, e a leitura começa a fluir naturalmente. A Rachel está completamente perdida quando conhece sua nova vida e não consegue entender porque, apesar de ter conquistado tudo que queria, ainda não sente total felicidade. Ela não é uma personagem com atos de bravura ou determinação, mas com base em tudo que lhe ocorreu, vejo como algo compreensível.

O livro estava quase empatando como favorito com "As Violetas de Março" mas não foi dessa vez. Achei o desfecho um pouco irreal demais e é aquela coisa: não se mexe em time que está ganhando. O livro estava fantástico e o final foi bem forçado. No entanto, vale a leitura. É um livro que leva à reflexão dos "e se's" da vida, sem ser chato ou cheio de frases de efeito.

Não vou avaliar diagramação, uma vez que li o e-book, mas quanto ao design, achei a capa muito bonita e condizente com a atmosfera do livro.

Um beijo e obrigada por tudo, pessoal! ♥

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